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A pandemia e o pandemônio – Edison Pires


22 de março de 2020 l Atualizada em - 20 de março de 2020 às 11:42

A pandemia do coronavírus está tomando proporções apocalípticas. Como num roteiro de filme trash, tudo começa com a ideia de um vírus que infecta pessoas no Mundo todo transformando alguns dos locais mais belos da Europa em cidades fantasmas e levando pessoas a se trancarem dentro de suas próprias casas. As corridas aos supermercados para armazenar água e comida nas residências, além de produtos de higiene, não poderiam faltar, e, foram eternizadas por aquela imagem de três mulheres se estapiando no corredor de um supermercado nos EUA disputando o último pacote de papel higiênico.

O roteiro segue com as ameaças de um colapso na economia mundial, onde fronteiras são fechadas, há cancelamentos de voos internacionais, governos são obrigados a adotar medidas urgentes para evitar que a economia entre num processo onde, além de outros problemas, a falência de empresas acentue o desemprego e suas terríveis consequências. Por sorte ainda não surgiram as legiões de zumbis! Será?!

No Brasil o cenário é quase o mesmo. A diferença é que no lugar de cidades vazias, há praias superlotadas e o transporte público ainda tem características de lata-de-sardinha. Ou seja, não dá para evitar a tão preocupante aglomeração. Alguns serviços públicos foram paralisados e funcionários estão “aproveitando as férias” para viajar, fazer compras em shoppings, visitar amigos. Ou seja, indo na contramão do que deve ser feito, que é permanecer em casa e só sair em caso de necessidade extrema.

A cereja do bolo desse roteiro trash são as fugas em massa e as rebeliões de presos dos complexos prisionais. Em Mongaguá, por exemplo, na segunda-feira, mais de 600 homens aparecem em imagens correndo no meio da rua, enquanto fugiam do presídio. Na cidade de Porto Feliz, bem pertinho de nós, teve rebelião e fuga. Tudo isso com origem no coronavírus.

Não dá para imaginar quais serão as cenas dos próximos capítulos, mas dá para ter a certeza de que além do vírus; da economia; da falência; do desemprego; agora boa parte dos brasileiros têm que se preocupar com o bando de criminosos fugitivos que estão nas ruas.

Realmente a situação não está para brincadeira!

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