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A política e suas faces – Tatiana Munhoz


11 de novembro de 2019 l Atualizada em - 11 de novembro de 2019 às 11:36

O ano de 2019 está findando. Literalmente, esse ano voou. Foram tantas polêmicas e discussões. Mas, sem sombra de dúvida, o assunto mais acalorado dos noticiários foi sobre a política internacional e nacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente Trump endureceu as leis com punições mais severas para imigrantes ilegais. Já no Brasil, o oposto ocorreu. Este foi o ano com o maior fluxo de imigrantes refugiados da história. Políticas diferentes para momentos diversos.

Acompanhamos também o impasse da Inglaterra sobre retirar-se ou não da União Européia. Já aqui, vemos os filiados do PSL discutirem quem fica e quem sai do partido.

Para nós, eleitores e acima de tudo cidadãos, fica difícil enxergar qual é o interesse de cada um que se diz nosso representante. Nossos pré julgamentos são involuntários e, às vezes, inconscientes, pois já não sabemos onde está a linha entre a política e a politicagem.

A política que seria, a princípio, um sistema organizacional com a finalidade de governar uma Nação ou Estado, com comportamentos ligados à ordem, à funcionabilidade e o estabelecimento de regras para TODOS os cidadãos, está virando, ou já virou, um ato de politicagem, regada aos interesses próprios que simplesmente vão na contra mão das razões que esperávamos da mesma.

O ano de 2020 não será diferente. Será ano de eleições. Parece que a cada vez, o ato de votar está mais complexo. Daí a importância da análise crítica e analítica desde já do que esperar de um representante.
Assim como um investidor necessita de um estudo aprofundado da situação real do mercado, para introduzir seu produto e dinheiro com o mínimo de perda, precisamos, desde já, avaliar o comportamento daqueles que estão no governo e daqueles que ainda de fora almejam estar lá. Digo até mesmo avaliar o nosso próprio coração, para que, se tivermos a oportunidade de participar da política, não venhamos nos contaminar pelas influências.

Talvez seja interessante fazermos um exercício. Numa folha de um caderno faça três colunas. Na primeira escreva sobre o que você gostaria para o lugar onde vive. Na segunda, o que não gostaria e, na útlima, o porquê gostaria. Feito isso, tenha essa folha guardada com você e lute pelos seus objetivos daqui em diante. Fazendo isso, você foca no que realmente é importante para o local onde vive e não é ludibriado com falsas promessas e ainda observa quando está saindo inconscientemente da rota.

Lembrando, políticos são iguais a todos, ou pelo menos, deveriam ser.

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