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Além do sangue – Ana Rafaela


11 de dezembro de 2019 l Atualizada em - 11 de dezembro de 2019 às 15:34

A família é o primeiro contato das crianças com o mundo. É o meio no qual se inicia o desenvolvimento social e a aprendizagem, como convivência, afeto, educação, respeito, cultura, moral e ética. Para homenagear e lembrar a importância da família na vida de cada pessoa, em 1963 o presidente João Goulart instituiu o Dia Nacional da Família, comemorado no dia 8 de dezembro.

Na atualidade, uma família não é mais, necessariamente, composta por um pai, que é o chefe da casa, uma mãe, que cuida da casa e dos filhos, e os próprios filhos. É comum encontrar casais que dividem as tarefas e as responsabilidades, homens que ajudam a cuidar da casa e dos filhos, mulheres que trabalham para ajudar na renda. E não só isso, existem também as famílias formadas por casais homoafetivos, crianças que são criadas pelos avós ou tios, casais que adotam seus filhos.

Todos esses diferentes modelos são estruturas familiares, e a diversidade deve ser respeitada. O que realmente importa em qualquer relação familiar é o amor, o carinho, a atenção, os laços afetivos, a proteção e a disciplina. Mais importante do que colocar uma criança no mundo é criá-la e educá-la, mostrar a ela todas essas diferenças que existem no mundo e ensinar a aceitar e respeitar.

Outro fator de extrema importância é a convivência. Existem casos, inclusive, nos quais uma amizade e convivência entre as pessoas ou entre as famílias é tão grande e especial que o vínculo afetivo e a união cria uma nova família. É uma formação na qual eu mesma me encaixo, uma amizade sincera e de longa data entre meus pais e um casal de amigos que, desde que me reconheço por gente, considero eles meus tios e suas filhas, minhas primas. Eles são para mim tão família quanto a minha família de sangue.

Mais uma diferença que eu gostaria de citar, é a diferença entre família e parente. Família, ao menos para mim, são as pessoas que estão sempre presentes na nossa vida, que participam dela, que estão ao nosso lado nos momentos felizes e tristes, que se importam e se preocupam conosco. Tenham grau de parentesco ou não (como o caso citado no parágrafo anterior). Parentes são os que sobram, aqueles que, geralmente, tem grau de parentesco, mas aparecem de vez em quando e logo se vão.

Daí a importância de não esquecer daqueles que nunca se esquecem de você, daqueles que cuidam de você, que torcem por você e que querem sempre lhe ver bem e feliz. “Laços de sangue são fortíssimos, no entanto, os laços de almas afins são inexplicavelmente poderosos.” (Rosicarmen Xavier).

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