UOL - O melhor conteúdo EMAIL ASSINE O GAZETA

Câmara de Alumínio vota hoje pedido de cassação do prefeito


15 de janeiro de 2020 l Atualizada em - 15 de janeiro de 2020 às 9:33

Foto: Reprodução/Facebook

Acusado de improbidade administrativa em caso que envolve o transporte público municipal, o prefeito da cidade de Alumínio, Antonio Piassentini, o Bimbão, será julgado hoje, dia 15, na Câmara de Vereadores o seu pedido de cassação. O caso foi denunciado à Câmara por uma ex-vereadora. A sessão começa às 13 horas e deve reunir um grande número de munícipes.

Uma Comissão Processante, composta por três vereadores, investigou supostas irregularidades no transporte público da cidade após um contrato emergencial ter sido feito pela prefeitura no ano passado. Como resultado dos trabalhos foram apresentados dois relatórios finais. O do presidente da Comissão, Alexandre Amaral, que pediu a cassação do prefeito, e, o do relator, pedindo o arquivamento do processo.

Denúncia

Até setembro de 2019, a cidade recebia os serviços prestados pela empresa Jundiá. Como o contrato de prestação de serviço venceria, a prefeitura precisava fazer uma nova licitação. Mas, segundo a ex-vereadora Meire Barbosa, isso não aconteceu.

Ela denunciou que, assim que o prazo acabou, o prefeito usou as redes sociais para anunciar para a população que havia encerrado a concessão com a Jundiá. Por isso, ele faria a contratação emergencial de ônibus.

Foi assim que a Transvitória chegou para operar na cidade durante três meses, mas as reclamações de passageiros sobre a precariedade dos ônibus foram tantas que o contrato foi encerrado antes.

Segundo a denunciante e outros vereadores que apoiam a cassação, a maneira como a nova empresa foi contratada caracterizou improbidade administrativa.

Perseguição

O prefeito Bimbão afirma que está sendo vítima de perseguição política. Antonio Piasentini disse em entrevista à TVTEM, que a ideia era renovar o contrato com a Jundiá por mais oito anos, só que a situação teria mudado porque o presidente da Câmara e o representante da empresa teriam feito uma perseguição política contra ele. Ainda segundo o prefeito, a empresa teria pedido o pagamento de um serviço que não prestou, e que, por isso, não pode efetuar o pagamento.

“Quando acabou o tempo hábil, a empresa me falou assim: “Ou você paga os dois milhões ou eu me retiro”. Na hora eu fiz o meu cálculo, vi que eu não ia conseguir pagar o 13ª se eu pagasse esses dois milhões e falei que então eles poderiam se retirar. Eu paguei certinho. Agora, esse de dois milhões que ele fala eu não posso pagar porque não comprova. Se ele chegar aqui e comprovar que fez o serviço, a prefeitura paga”, explicou o prefeito. Na reportagem do G1 a empresa não se manifestou sobre o assunto.

Para que a cassação se confirme, ao menos seis dos nove vereadores terão que votar a favor.

Publicidade

Comentar reportagem

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade