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Caso Vitória: Garota redige carta sobre seu futuro um mês antes da tragédia, divulga pai


2 de julho de 2019 l Atualizada em - 7 de julho de 2019 às 16:27

O pai da jovem Vitória Gabrielly de 12 anos, morta em junho de 2018 por engano em uma ação do tráfico de drogas, fez uma carta um mês antes da sua morte, falando sobre seu futuro e planos que tinha. A emocionante carta foi divulgada nesta terça-feira (02), pelo pai dela, Beto Vaz.

Na carta ela dizia que seria uma atriz famosa, ainda aos 14 anos, e que trabalharia em vários canais de televisão, além de ser cantora e com 10 milhões de seguidores pelas redes sociais, como o Youtube.

“Vitória Gabrielly, atriz famosa de 14 anos, trabalha em várias redes de televisão, carreira profunda sendo atriz e cantora fazendo muito sucesso na televisão, sua carreira começou em um curso em São Paulo, onde descobriu seu talento aos 13 anos e foi para a sua profissão aos 14 anos. Assim foi se espalhando seus vários contratos de televisão.” Trecho da carta escrita por Vitória Gabrielly, que ao final assina a carta com o Salmos 28:9.

Ao publicar a carta inédita da filha, em meio a muitos outros conteúdo pessoal, que jornalistas tiveram acesso com autorização dos pais, Beto não deixou de conter a emoção ao falar das pretensões de sua filha e declarou:

“Você queria tanto, que conseguiu. Não tem seus milhões de seguidores, nem pôde desfrutar da sua fama. Ninguém aqui queria você famosa, não desta maneira. As televisões que trouxeram o seu nome, o seu rosto nos programas policiais abordando o que fizeram com você”, disse ele na publicação da carta.

Crime que chocou o Brasil

Vitória Gabrielly foi morta em junho de 2018, quando a garota saiu para andar de patins na rua do bairro em que morava, e foi sequestrada por engano por três pessoas a mando de um traficante que cobravam uma dívida de um morador da cidade que tinha uma irmã com as mesmas semelhanças de Vitória.

Segundo os acusados da morte da jovem eles iriam levar a menina, até então sem saber que estavam com a pessoa errada, para dar um susto nela e no irmão da então vítima, que teria que pegar a dívida. Morta em um matagal, a jovem foi encontrada após uma semana de buscas, em uma área rural de Araçariguama. Segundo a perícia, a menina foi morta no mesmo dia que foi levada de carro pelos acusados, Júlio César Lima Ergesse de 24 anos, Bruno Marcel de Oliveira, 33 anos e Mayara Borges de Abrantes de 24 anos, além de Odilan Alves, de 35 anos, mandante da morte da jovem, que foi preso no dia 22 de maio.

Na última semana a Justiça determinou que os acusados deverão ir júri popular por sequestro, assassinato e ocultação de cadáver.

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