Caso Vitória: “Queremos lutar pelas respostas, para que aí sim a gente consiga fazer a Vitória descansar”, afirma pai


24 de maio de 2019 l Atualizada em - 24 de maio de 2019 às 14:19

Beto Vaz conta que mantém sua filha viva na memória de todos.

Prestes a completar um ano do assassinato da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, um quarto indivíduo foi preso pela Polícia Civil de Araçariguama na última terça-feira, 21. Odilan Alves, de 35 anos, estava dentro de um veículo Renault Sandero quando foi abordado na Av. Nicolau Ferreira de Souza. Diante das informações, há suspeita de que ele seja o mandante do crime. A prisão só se deu por conta de uma denúncia sobre a presença do indivíduo na cidade.

De acordo com a Polícia, o detido mora em Itapevi e é o responsável pela coleta do dinheiro do tráfico de drogas na região de Araçariguama. Mais quatro pessoas foram presas junto com ele. A questão do seu envolvimento com o crime veio a partir da identificação de dados e características sobre o possível acusado, informações estas colhidas pela Polícia no decorrer das investigações e também passadas por uma testemunha em depoimento.

Odilan foi abordado pela Polícia em uma avenida de Araçariguama

Conforme explicou a delegada responsável pelo caso, Dra Bruna Racca, as informações trouxeram detalhes sobre o suspeito e até mesmo os seus apelidos no mundo do tráfico: “irmão Nicolas”, “Gustavo” e “Bryan”. Ele também havia sido citado por moradores da cidade e reconhecido por testemunhas em imagens.

Durante o interrogatório, Odilan confessou que em sua residência, na cidade de Itapevi, possuía uma arma, certa quantia de dinheiro e uma pequena porção de Crack. Uma equipe policial foi até local e encontrou um revólver com numeração raspada, 10 munições, 1 pedra de aproximadamente 50 gramas de Crack, 10 embalagens de drogas vazios, R$230 em dinheiro trocado e 1 notebook.

O acusado teve o mandado de prisão temporária expedido por 30 dias e foi levado para a cadeia transitória de São Roque. Ele irá responder por tráfico de drogas, associação criminosa e posse ou porte irregular de arma de fogo de uso.

A reportagem conversou com o pai de Vitória, Beto Vaz, que afirmou que a prisão é mais uma etapa de todo o processo, porém não tem nada inteiramente concluído ainda. “Confio no trabalho da Polícia, nas investigações que permanecem”, e ressaltou também que muitos crimes no Brasil ficam sem respostas e não têm investigações concretas, mas que “uma apreensão desse tipo, mostra que existe um trabalho sendo feito, agradeço aos policiais”, comentou.

Sobre a questão familiar ele declarou que todos se mantêm muito ativos, principalmente ele, lembrando-se de sua filha e mantendo-a viva na memória das pessoas. “Queremos lutar pelas respostas, para que aí sim a gente consiga fazer a Vitória descansar e a gente possa descansar também, é o nosso principal objetivo”. Beto não deixou de lembrar também da morte do investigador Marcão: “ele era peça fundamental nisso e se manteve firme sempre, isso foi muito gratificante”.

O crime que vitimou a jovem Vitória Gabrielly aconteceu em junho de 2018, quando a garota saiu para andar de patins na rua do bairro em que morava e foi sequestrada por engano por traficantes que cobravam uma dívida de drogas de um usuário. De acordo com informações, a intenção dos marginais era capturar a irmã do devedor, mas acabaram levando Vitória. Seu corpo foi encontrado oito dias depois em uma área rural de Araçariguama. Segundo a perícia, a menina foi morta no mesmo dia.

Os outros três acusados continuam presos em Tremembé e aguardam a manifestação do Ministério Público.

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Um comentários

  1. carlos santos

    24 de maio de 2019 at 9:14 pm

    finalmente a justiça esta sendo feita quanto a viih descansar em paz eu acredito que ela entregou a maldade qque fizeram com ela nas mãos de deus e que sempre estará em paz com o senhor Deus eu e todos sempre levaremos a pequena viih viva em nosso coração

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