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Conta de luz ficará mais cara em 2021


23 de maio de 2020 l Atualizada em - 22 de maio de 2020 às 14:48

O governo publicou, no fim da noite de segunda-feira, 18, decreto que define as regras de um empréstimo bilionário para socorrer as distribuidoras de energia elétrica, por conta dos efeitos do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Os custos do financiamento serão divididos entre o setor elétrico e os consumidores. O empréstimo terá um impacto na conta de luz a partir de 2021, com impacto sendo avaliado para cada distribuidora.

O decreto não estipula o valor do empréstimo, que será fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O socorro deve ficar entre R$ 10 bilhões e 12 bilhões, de acordo com fontes do setor. Isso é menor que o valor previsto anteriormente, de R$ 17 bilhões.

O objetivo do socorro é cobrir o rombo financeiro no setor elétrico , gerado pela queda no consumo de energia e pelo aumento da inadimplência, reflexos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. É necessário socorrer diretamente as distribuidoras porque elas arrecadam os recursos que sustentam todo setor elétrico.

A partir de 2021, os consumidores vão passar a pagar o empréstimo por meio da cobrança de uma tarifa adicional nas contas de luz . O valor será parcelado em 60 meses, ou seja, a quitação deve ocorrer apenas em 2025. Cada distribuidora receberá uma parcela diferente do empréstimo. Por isso, ainda não é possível calcular o impacto da medida, que será avaliada separadamente, para cada distribuidora.

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