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Educação: É preciso virar o jogo! – Edison Pires


15 de março de 2020 l Atualizada em - 13 de março de 2020 às 11:51

Alunos da terceira série da Escola Municipal Professora Leonor Mendes de Barros, em Barra do Chapéu, interior de SP, escola pública mais bem avaliada pelo MEC pelo programa de reforço e didática escolar.

Cada vez mais tenho a certeza de que estamos em um Brasil diferente e longe da realidade daquele que sonhamos e queremos estar. Vivemos cercados do que chamamos de “politicamente correto”, porém, ao olharmos à nossa volta, vemos um mundo completamente contraditório e antagônico.

A começar pelas políticas públicas onde anualmente são gastos milhões – quase beirando o bilhão – de reais com as despesas e mordomias para manter os chamados representantes do povo para, cada vez mais, o brasileiro ter menos conquistas e direitos. Bem pouco se vê de avanço quando se trata de projetos e planos para o cidadão comum, mas muito se vê de discussões e acordos que tem como objetivo beneficiar apenas o topo da pirâmide.

Os problemas na Saúde, na Habitação, na Infraestrutura, na Segurança, no Saneamento, são alguns exemplos do muito que se fala e se gasta para, na verdade, ter quase nada de resultado prático em prol da população. Mas, a meu ver, não tem nada mais devastador quando essa prática chega à Educação. Desde o Básico ao Superior há anos assistimos impotentes, a Educação ser usada apenas para dividendos políticos e enriquecimento do que podemos chamar de, amigos do governo.

A aprovação continuada é um bom exemplo. Quantas gerações de jovens foram condenadas à ignorância por um sistema que impedia o professor de avaliar de forma correta o desempenho do aluno. Com critérios que se mostraram inadequados, estudantes foram aprovados com pouco ou quase nenhum conhecimento em matérias básicas. Aprovações que viravam dados estatísticos que beneficiaram grupos políticos, mas que enterraram ali o futuro de muitos inocentes.

Na outra ponta, o ensino Superior também é duramente atingido. Na intenção de popularizar o acesso às faculdades e universidades, algo que pode ser entendido como positivo e que, felizmente, trouxe benefícios para alguns, mesmo que sejam bem poucos, optou-se pela marginalização da qualidade de ensino ao permitir a abertura de novas instituições em cada esquina. E o resultado não poderia ser outro: uma legião de graduados com poucas possibilidades de emprego na área em que se formaram e investiram tempo e dinheiro. Para piorar, além da falta de preparo para concorrer no mercado de trabalho muitos, ao receberem o diploma, recebem também a conta do programa de financiamento estudantil. Desempregado e endividado: um início de vida profissional bem distante do que deseja o recém-formado.

O País necessita urgente de medidas eficazes para reverter esse quadro. Assim como em outras áreas, a Educação precisa de ações imediatas para que no prazo de 20 a 30 anos, seus efeitos comecem a construir um novo Brasil.

Não temos mais tempo a perder!

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