Em nota Sindicato dos Rodoviários anuncia greve geral para sexta-feira, 14


10 de junho de 2019 l Atualizada em - 10 de junho de 2019 às 17:55

Em comunicado à imprensa, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e região afirmou nesta segunda-feira, 10, que “os sindicatos que participam da frente em defesa da aposentadoria da região de Sorocaba e que representam os trabalhadores em transportes, metalúrgicos, comerciários, bancários, professores públicos estaduais, químicos, vigilantes, em empresas de vestuário, refeições, da borracha, de papel e celulose, da alimentação e os servidores públicos de Sorocaba e de Votorantim confirmam a participação na greve geral em 14 de junho, próxima sexta-feira, convocada pelas centrais sindicais brasileiras contra a reforma da Previdência, os cortes de verbas na Educação e o desemprego.

Os movimentos estudantis secundarista e universitário e os professores da UFSCar-Sorocaba também irão participar da greve geral. O sindicato dos técnicos e administrativos da UFSCar-Sorocaba irão realizar uma assembleia na terça-feira, 11, para definir a participação na greve.

O movimento convocado pelas centrais sindicais irá acontecer em todo o país e terá duração de 24 horas, ou seja, de zero até as 23h59min da sexta-feira, 14 de junho.

Sorocaba

Em Sorocaba, os movimentos estudantis, da educação e de trabalhadores estão chamando a população a participar no dia 14 de junho de um ato contra a reforma da Previdência, os cortes de verbas na Educação e o desemprego. O ato irá acontecer a partir das 10h, na praça central de Sorocaba, praça Coronel Fernando Prestes. Marchas de trabalhadores, estudantes e professores irão acontecer nas principais vias da cidade durante toda a sexta-feira, 14.

Transporte

Os trabalhadores em transportes nos setores urbano, intermunicipal (suburbano), rodoviário, de fretamento e de cargas nas 42 cidades das regiões de Sorocaba, São Roque e Itapeva (de Araçariguama até Itararé) irão participar da greve geral em 14 de junho e, seguindo a deliberação nacional da categoria, irão paralisar por 24 horas.

A greve tem como objetivo mostrar aos deputados federais e senadores a rejeição da população à reforma da Previdência que está em tramitação no Congresso Nacional e que acaba com o sistema público de previdência no Brasil ao propor a implantação do sistema de capitalização e a adoção de regras de acesso à aposentadoria não condizentes com a realidade social, econômica e de trabalho da população brasileira.

Para as centrais sindicais, o sistema de capitalização significa o fim do direito à aposentadoria. O sistema de capitalização já foi experimentado em 30 países no mundo e não trouxe resultados positivos para a população. Dos 30 países que o adotaram, 18 já reverteram para a previdência pública parcial ou integralmente e nos outros que ainda possuem esse sistema a realidade é nefasta, com muitos idosos em situação miserável ou recebendo abaixo do salário mínimo.

A paralisação também é um protesto contra o alto índice de desemprego e a falta de projeto político para reverter essa situação danosa e contra os cortes de verbas na Educação feitos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), que atingem da creche à pesquisa científica, e que irão levar ao fechamento de centenas de cursos, universidades e institutos públicas federais em todo o país, assim como à desconstrução do setor de pesquisa brasileiro”, diz a nota.

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