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Funcionários do transporte urbano e escolar iniciam greve em Araçariguama


22 de outubro de 2019 l Atualizada em - 22 de outubro de 2019 às 11:34

Foto: Divulgação/Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região

Os motoristas da Vertion Transportes, empresa responsável pelo transporte urbano e escolar em Araçariguama, entraram em greve nesta terça-feira, 22. De acordo com o sindicato da categoria, a paralisação é em protesto contra demissões arbitrárias de alguns trabalhadores por justa causa em retaliação à greve realizada em agosto.

Segundo a nota do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, os colaboradores alegam que a empresa não cumpre os acordos realizados na última paralisação em agosto.

O sindicato afirma que a Vertion não cumpriu o acordo da última greve e continua a atrasar o pagamento do tíquete-refeição, que deveria ser pago no 5º dia útil de cada mês, a não efetuar o pagamento de adiantamento salarial, a não fornecer o plano de saúde e o plano odontológico (a empresa recolheu a documentação dos trabalhadores, mas não encaminhou aos planos), a manter motorista de micro-ônibus dirigindo ônibus convencional sem pagar o devido piso salarial e a manter uma frota de ônibus precária. Além de se rejeitar a negociar a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano, cuja data-base é 1º de maio.

Uma segunda nota foi enviada à imprensa na manhã desta terça-feira, afirmando que a empresa não está autorizando 30% da frota circular, como o Sindicato havia ressaltado desde que protocolou a paralisação.

A empresa

O proprietário da empresa, Alison Lima, veio até a redação da GAZETA na manhã desta terça-feira. Em mãos, ele mostrou um documento que seria levado até à Prefeitura de Araçariguama. No texto ele afirma que não há descumprimento e que todos os direitos são pontualmente atendidos.

“Não procede a informação que a empresa não deseja cumprir a operação, no que diz respeito a 30%, todavia a logística do itinerário deve ser feito pela empresa e prefeitura subsidiariamente, não pelo sindicato, ilegalidade não é permitido na empresa”, relatou Lima, afirmando que o sindicato quer liberar apenas 3 veículos, sendo que seriam 7 pela porcentagem, para circularem em linhas determinadas por eles e e não as que mais detém demanda de passageiros. Ele destacou que as três com mais necessidades são a Outlet Catarina, Pernambucanas e Santaella.

Já sobre as demissões, o proprietário alegou que ocorreram por mau conduta, não havendo irregularidades. “Afirmamos que demissões, interesses pessoais não podem ser justificativa de greve”, diz o documento.

“No dia 22 de outubro de 2019 estamos priorizando o diálogo e o bom senso para que a população não seja afetada em razão da arbitrariedade de pessoas em particular, que visam apenas o interesse próprio e não de uma categoria”, concluiu o Ofício.

 

 

 

 

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