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Istambul, uma cidade em dois continentes


10 de março de 2020 l Atualizada em - 10 de março de 2020 às 12:00

A Mesquita Azul e seus seis minaretes já foi motivo de muita polêmica com Meca. Construída pelo Sultão Ahmet I, seus mármores, azulejos e vitrais enchem os olhos de qualquer visitante / GB Imagem

Istambul É a maior e mais desenvolvida cidade da Turquia. Os negócios acontecem tanto nos prédios altos do centro da cidade como nas mais de três mil tendas do Grand Bazaar, ponto de encontro de turistas, no qual os mercadores locais oferecem joias, casacos, tapetes e uma profusão de souvenires. A maioria deles sabe falar o mínimo necessário da língua do comprador para garantir a negociação, já que pechinchar é lei.

A localização de Istambul é, no mínimo, curiosa. A cidade é dividida pela Ponte Intercontinental; uma parte fica na Europa e outra na Ásia. Entre os dois continentes, está o Estreito de Bósforo e suas águas escuras que ligam o Mar Negro ao Mar de Mármara.

A Mesquita Azul e seus seis minaretes já foi motivo de muita polêmica com Meca. Construída pelo Sultão Ahmet I, seus mármores, azulejos e vitrais enchem os olhos de qualquer visitante / GB Imagem

Na parte europeia da cidade o trânsito é difícil, existem muitas mesquitas e hotéis luxuosos. Na parte asiática, os prédios baixos compõem a área residencial. É muito comum os turcos morarem na Ásia e irem trabalhar na Europa. Basta cruzar a ponte ou pegar o barco que cruza o Estreito de Bósforo.

Ainda tem a Ponte Galata que divide Istambul em cidade moderna e cidade antiga. Na parte antiga, encontram-se a maioria dos monumentos históricos e uma grande concentração de muçulmanos tradicionais; as mulheres transitam com o corpo totalmente oculto pelas roupas.

Grand Bazaar, ponto de encontro de turistas, no qual os mercadores locais oferecem joias, casacos, tapetes e uma profusão de souvenires. A maioria deles sabe falar o mínimo necessário da língua do comprador para garantir a negociação, já que pechinchar é lei / GB Imagem

Já na parte moderna, a fé muçulmana é visível através de suas mesquitas, no entanto as mulheres não se escondem atrás de longos vestidos e véus. É ali que está a Mesquita Azul, construída no começo do Século XVII. Luxuosíssima, seus mármores, azulejos e vitrais impressionam qualquer visitante. A mesquita tem seis minaretes e no folclore de sua construção corre uma história interessante: conta-se que o Sultão Ahmet I pediu ao arquiteto que construísse uma mesquita toda em ouro, mas por causa da morfologia da língua, o tal homem entendeu que o monarca queria uma mesquita com seis minaretes. E foi aí que a confusão aumentou, porque o templo acabou com a primazia da mesquita de Meca. A solução encontrada foi construir o sétimo minarete na mesquita da cidade sagrada.

 Luxuosa vista interna do imponente Museu de Santa Sofia. Na verdade, o local já foi templo de Deus e de Alá e desde 1935 é um museu / GB Imagem

Tem ainda o imponente Museu de Santa Sofia. Na verdade, o local já foi templo de Deus e de Alá. Construído pelo Imperador Constantino II, sofreu dois incêndios e, em 1435, foi reconstruído por Justiniano e passou a ser templo cristão; com a queda de Constantinopla, tornou-se novamente mesquita e, a partir de 1935, museu.

Outra atração imperdível é o Palácio Topkapi, residência dos sultões entre os Séculos XV e XIX, também transformado em museu no qual estão os tesouros dos sultões, seus aposentos e até o harém.

Uma das tradições locais é diversão garantida para os turistas. É preciso prestar atenção às chaminés das casas. Naqueles em que tiver uma garrafa significa que naquela casa mora uma moça à procura de casamento. O candidato a marido terá que entrar numa fila e aguardar sua vez. A escolha é feita através de um verdadeiro campeonato de tiro ao alvo, o candidato a marido terá que acertar a garrafa e, assim, ganhar o coração da noiva.

Foto de parte do Palácio Topkapi, residência dos sultões entre os Séculos XV e XIX, também transformado em museu no qual se pode conhecer os tesouros dos sultões, seus aposentos e até o harém / GB Imagem

Outro costume local tem a ver com a culinária. O café turco é famoso no mundo inteiro porque o seu modo de preparo difere um pouco do nosso jeitinho brasileiro. Para aqueles que acham o seu sabor muito forte, os moradores locais ensinam que uma saída é pingar algumas gotas de água mineral na xícara e esperar que o pó se assente ao fundo. Depois de beber é que entra a tradição: emborcar a xícara de cabeça para baixo e pedir para alguma senhora local “ler” a borra do café.

E falando na culinária, os pratos são deliciosos e os doces, mais ainda. Tanto faz nos restaurantes populares como nas mesas dos sofisticados hotéis, tudo vale à pena, tudo tem muito sabor.

Uma boa ideia é conhecer a cidade com guias turísticos e tem quem fale Português. É bom as mulheres terem sempre um lenço de cabeça na bolsa já que nas visitas às mesquitas todas devem estar com as cabeças cobertas, assim como todos devem tirar os sapatos que são colocados em embalagens plásticas. Nas mesquitas, as orações acontecem cinco vezes ao dia e nestes momentos, as portas são fechadas porque é permitida somente a presença de muçulmanos.

A localização de Istambul é, no mínimo, curiosa. A cidade é dividida pela Ponte Intercontinental; uma parte fica na Europa e outra na Ásia. Entre os dois continentes, está o Estreito de Bósforo e suas águas escuras que ligam o Mar Negro ao Mar de Mármara / GB Imagem

E os banhos turcos? Eles são famosos e considerados uma experiência e tanto para os ocidentais. Em Istambul, o mais “badalado” é o Çemberlitas Hamamis, construído no Século XVI e com instalações separadas para homens e mulheres. No local são oferecidas massagens e os benefícios da aromaterapia, além disso, podem ser adquiridos sabonetes, águas de colônias que só existem por lá, além de toalhas e esponjas.

Consulte uma agência de viagens e programe-se. Vale à pena conhecer um lugar tão cheio de histórias e tradições e, ao mesmo tempo, tão moderno.

 

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