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Liderança na pandemia – Tatiana Munhoz


24 de maio de 2020 l Atualizada em - 22 de maio de 2020 às 11:59

Ultimamente fatores de segurança pessoal, patrimonial, econômica, financeira e política limitam-se exclusivamente ao setor da incerteza. Indefinições, no entanto, desidratam nossa saúde mental e, consequentemente, a física. O medo e a ansiedade, em certo grau, são benéficos, mas a sensação de impotência e desorientação são estressantes tanto em adultos, como em crianças, principalmente, em tempos de Covid-19.

O sentimento desolador a que somos submetidos diariamente pelas mídias nos fomenta a criar mecanismos que nos permitem desamarrar desse caos mental. Dois deles são: novos hábitos e a manutenção de um nível moderado de nos manter informados.

É verdadeiro que a pandemia age de forma eficaz, inquietando todas as pessoas do planeta e, por isso, cada resposta individual precisa ser aplicada de forma positiva e produtiva, com uma alta capacidade de administrar o stress, surgindo, assim, mentes criativas e, quem sabe, um líder dentro de nós.

Com o distanciamento social e a parcialidade nas informações divulgadas pelos muitos meios de comunicação, pessoas são alvos vulneráveis de manipulação. Em tempos de crise, muitas expectativas futuras pessoais são contestáveis, ocorrendo uma redução no senso e na habilidade de controle no processamento de informações, deixando as pessoas afrontadas e reativas.

Potencializar a auto liderança é reconhecer a gravidade da situação e não permitir-se dominar pelas influências externas, mas sim pelas internas, orientadas por você.  O cérebro humano desfruta de uma capacidade descomunal de ser remodelado. Se você o preenchê-lo com medo e ansiedade, com o tempo ele se moldará a esses sentimentos. Se optar por acreditar em superação e equilíbrio, ele o responderá.

Uma das características essenciais de um líder efetivo é captar como a crise altera as emoções de como as pessoas processam as informações e quais os canais informativos que as alimentam.  Os problemas atuais figuram-se sem resolução imediata.  Não se sabe exatamente quando os estudantes retornarão às aulas presenciais, quando o distanciamento social será abreviado, ou, pior, se alguém dos nossos queridos demonstrará os sintomas do vírus.

Todo o mundo clama por alguém ou algo em que consiga confiar nesse momento. Agradeceríamos muito se conseguíssemos acreditar nos experts da ciência e nas autoridades públicas. Acreditar que as nações se uniriam em cooperação mútua. Contudo, não se pode tampar o sol com a peneira.  A arrumação de uma base corrompida não é efetuada superficialmente.

A irresponsabilidade de políticos que, ao longo dos anos, ridicularizam nossa honestidade, a corrupção de empresas e indústrias que dominam determinados mercados e pesquisas, e a segregação dos países, nos expõe ao incontrolável, mas não ao impensável. Comece por você a prática da liderança.

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