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Milênios de história e modernidade caminham juntos em Pequim


11 de junho de 2019 l Atualizada em - 10 de julho de 2019 às 16:15

Qual seria a forma correta de chamar a capital da China? Pequim ou Beijing? Na verdade Beijing foi uma tentativa do Governo chinês de regular a transcrição fonética da língua chinesa para o alfabeto romano. Mas para nós, brasileiros o correto é manter o nome Pequim, assim como nossos colonizadores, os portugueses chamavam a cidade, desde o Século XVI. Beijing foi adotada pelos países de língua inglesa, como os Estados Unidos e a Inglaterra. Os franceses continuaram a chamar e a escrever Pékin; os italianos mantiveram o Pechino; enquanto os espanhóis optaram por Pekin e os alemães, Peking.

Pequim é o centro político, cultural e intelectual da República Popular da China e atualmente é um dos lugares mais visitados do planeta. Além de ser a capital, Pequim guarda os principais atrativos turísticos da potência que mais cresce a nível mundial.

Por se tratar de uma nação milenar, a China tem vários de seus atrativos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, tais como a Cidade Proibida, a Grande Muralha, o Palácio de Verão ou o Templo do Céu.

A Cidade Proibida está localizada exatamente no centro da antiga cidade de Pequim e é o nome popular do Palácio Imperial da China, construído em 1420 / GB Imagem

Desde 2008 ficou mais fácil conhecer Pequim, pois a cidade se preparou de forma grandiosa para receber os Jogos Olímpicos daquele ano, que, além das transformações físicas, o Governo fez um trabalho enorme de consciencialização para a população receber bem os turistas. Uma das grandes conquistas foi que agora as placas de trânsito e de informações, por exemplo, estão escritas em inglês, o que facilita em muito a vida dos turistas.

Em 31 de Janeiro de 1949, durante a Guerra Civil Chinesa, as forças comunistas entraram em Pequim sem confrontos violentos. No dia 1º de Outubro, o Partido Comunista Chinês chefiado por Mao Tse Tung, anunciou em Tiananmen (Praça da Paz Celestial) a criação da República Popular da China.

Como capital da nação, Pequim também sofreu agitação política de um passado recente. Na Praça da Paz Celestial tiveram lugar os famosos protestos de maio e junho de 1989, que terminaram em brutal repressão por parte do exército. Sob ordem direta dos dirigentes comunistas morreram milhares de estudantes, o que ainda é objeto de polêmica e contestação internacional à liberdade política na mais populosa nação da Terra. A praça também foi lugar de apelos de praticantes de Falun Gong – exercícios de meditação baseados na tolerância e benevolência – para o fim da perseguição a eles.

Está localizado na Praça da Paz Celestial o grande monumento de Pequim que homenageia o massacre dos estudantes em 1989 / GB Imagem

Nos últimos anos muitos problemas em Pequim se agravaram, entre eles os congestionamentos (apesar da maioria dos pequineses usarem a bicicleta como meio de transporte), a da poluição do ar, a destruição do patrimônio histórico e a chegada massiva de imigrantes de outras partes do país. Mas estes e outros problemas não tiram o encanto da cidade.

Talvez o ponto turístico mais visitado na China e também mais comentado em todo o mundo é a sua maravilhosa Muralha, uma obra arquitetônica fenomenal, considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo. Na verdade, a Muralha da China é uma impressionante estrutura militar construída durante a China Imperial. No total, os seus diferentes traços somam aproximadamente 7.000 quilômetros de extensão, entre o nordeste da China e a Mongólia.

Outro lugar bastante curioso é a Cidade Proibida, localizada exatamente no centro da antiga cidade de Pequim, é o nome popular do Palácio Imperial da China, construído por Yunglo (terceiro imperador da Dinastia Ming) em 1420. Este conjunto arquitetônico com 74 hectares envolveu mais de 200 mil trabalhadores em sua construção e foi residência dos imperadores até o ano de 1922, fim do sistema imperial.

Considerada uma das sete maravilhas do mundo, a Muralha da China é visitada diariamente por milhares de turistas vindos de todas as partes do mundo / GB Imagem

O título de Cidade Proibida surgiu pelo fato de somente o imperador, sua família e empregados especiais terem a permissão para entrar no conjunto de prédios do palácio.

O filme “O Último Imperador” foi o primeiro a receber autorização do governo chinês para filmar na Cidade Proibida e retrata, entre outras coisas, a cerimônia de coroação do Imperador e a vida naquele complexo.

Imperdível é conhecer o Templo do Céu, um complexo de templos taoístas, construídos no ano de 1420 e utilizados tanto na Dinastia Ming, quanto na Dinastia Qing. O Templo do Céu inclui a norte a Sala de Oração pelas Boas Colheitas; a sul, o Altar Circular e a Abóbada Imperial Celestial.

As Tumbas da Dinastia Ming também é parada obrigatória. Situada a cerca de 50 km de Pequim, próximas da colina de Tianshou, o local tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construída durante 200 anos, de acordo com os preceitos do feng shui. Por lá estão enterrados 13 imperadores dinastia Ming, cerca de 23 imperatrizes, príncipes, princesas e concubinas que viveram entre o período de 1368 e 1644. Cada imperador tem o seu próprio mausoléu e as tumbas contam a história dos 13 imperadores que governaram a China durante 230 anos.

Estrada que leva às Tumbas da Dinastia Ming, parada obrigatória para quem quer conhecer um pouco da história chinesa / GB Imagem

Mas a arquitetura e a arte contemporânea e a alta tecnologia também podem ser apreciados em Pequim. O UCCA, Ullens Center for Contemporary Art, instituição sem fins lucrativos inaugurada em 2007 e o Today Art Museum, também sem fins lucrativos reservam para os visitantes uma coleção de mais cinco mil trabalhos de nomes consagrados e novos valores.

Um prédio muito notado em Pequim, considerado uma obra de arte em forma de edifício é a Torre CCTV, sede da televisão estatal, desenhada por Rem Koolhaas.

Imperdível é conhecer o Templo do Céu, um complexo de templos taoístas, construídos no ano de 1420 e utilizados tanto na Dinastia Ming, quanto na Dinastia Qing / GB Imagem

O National Center for the Performing Arts ou Grand National Theatre mais conhecido como “Ovo”, merece uma visita. Foi concebido pelo arquiteto francês Paul Andreu e fica perto da conhecida e monumental Praça de Tiananmen. O prédio é uma estrutura gigantesca de forma oval, que acolhe uma sala de ópera com capacidade para 2400 espectadores, uma sala destinada ao teatro e outra a concertos e, ainda, um espaço de exposições.

Um prédio muito notado em Pequim, considerado uma obra de arte em forma de edifício é a Torre CCTV, sede da televisão estatal / GB Imagem

Por este e outros motivos vale à pena conhecer Pequim a capital da China, esta potência que está dominando os quatro cantos do planeta.

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