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O Acesso e o Conselho Tutelar – Edison Pires


7 de outubro de 2019 l Atualizada em - 7 de outubro de 2019 às 11:24

Há semanas que encontrar um tema para escrever é um desafio. Há outras em que se tem mais de um assunto importante e atual para falar. Estou nessa segunda realidade, com temas sobre a eleição do Conselho Tutelar que acontece neste domingo, e, sobre a preocupante situação da Rodovia Prefeito Lívio Tagliassachi com seus acidentes e mortes, cujos números foram divulgados por um vereador da cidade de São Roque nas redes sociais. Então, vou me atrever a falar dos dois.

Começo pela eleição do Conselho Tutelar e a necessidade de o eleitor escolher pessoas capacitadas e adequadas para o cargo. Claro que todos os candidatos têm vontade e valores para tal, mas, essa é uma função que exige um pouco mais de requisitos por ser um cargo bastante específico e que vai tratar diretamente com crianças e adolescentes em situações de risco e delicadas do ponto de vista social, jurídico e legal.


Numa opinião bastante particular, votar em determinado candidato pela amizade, favor ou indicação de terceiros significa, antes de mais nada, que pouco vai ajudar nossas pequenas vítimas quando precisarem do auxílio de uma pessoa preparada.

Pouco vi e li sobre os candidatos. Os que consegui ter acesso pelas redes sociais foram bem poucos. Me deixou a impressão que teve até quem não quisesse muita publicidade. Por isso não erro em falar que o período de campanha aqui não teve a mesma visibilidade que teve, por exemplo, na cidade de São Roque, onde até ocorreu um debate entre população e concorrentes. Ao menos não fiquei sabendo de nenhum evento desse tipo por aqui. Se teve, não vi!
Concluindo este assunto, acho que o eleitor, cuja presença não é obrigatória, deve estar bastante consciente do que estará fazendo na cabine de votação neste domingo!

Já sobre o Acesso, apelido dado à Rodovia Prefeito Lívio Tagliassachi, acho que o vereador sãoroquense Cabo Jean, que divulgou os dados sobre as ocorrências, erra ao afirmar que a culpa maior dos acidentes fica por conta dos motoristas que abusam e são imprudentes. Claro que uma boa parcela das ocorrências se deve a isso. Mas, as condições da pista estão cada vez menos compatíveis com o trânsito de veículos que cresce vertiginosamente. Então, um pequeno erro ou falha, já é suficiente para aumentar as estatísticas. Há duas semanas o Editorial deste jornal tratou do assunto e cobrou que algo tem que ser feito para que a rodovia não seja tão perigosa. Algo bem feito, não esses remendos irresponsáveis que custam milhões e deixam o motorista à mercê da sorte porque a pista afunda; tem buracos; pedras e terra escorrem dos barrancos e, não há retornos suficientes para o trânsito atual (há 20 anos podia ser que o que existe até agora era o bastante!) etc e tal. Ou isso é mentira?!

A solução está em outro lugar, bem longe de empurrar a culpa aos motoristas. Talvez até numa ação política conjunta entre municípios, mostrando que providências urgentes têm que ser tomadas. Agora, só falar também não adianta. Os números foram expostos (16 mortes em 4 anos, fora os feridos com sequelas), e daí? Qual o próximo passo?

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