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Quando a razão fala e toca na emoção – Tatiana Munhoz


9 de fevereiro de 2020 l Atualizada em - 7 de fevereiro de 2020 às 15:13

O ser humano vive em um constante processo de decisões diárias. Sejam pequenas ou grandes escolhas, os métodos críticos para avaliá-las sempre se confrontam com dois aspectos: a razão e a emoção.  Até hoje, existe um estigma de que quem age emocionalmente, provavelmente, irá se arrepender no futuro, pois quem racionaliza as situações se apega aos acontecimentos reais e, sendo assim, não se desespera facilmente.

Não posso dizer se isso condiz com a própria realidade.  Em geral, as emoções são respostas automáticas cerebrais ligadas às memórias, sentimentos e detalhes já vivenciadas por nós e que, de alguma forma, algumas delas, passam despercebidas ao raciocínio lógico.  Por isso, muitas vezes, encontramos pessoas muito “racionais” que dizem não lembrar de algumas palavras ditas ou atitudes  pelo simples fato de não terem registros emocionais daqueles instantes.

Muitas de nossas reações emocionais estão conectadas também a nossa genética, como a personalidade e a identidade.  Acredito que nossas justificativas racionais são estruturadas ao longo dos anos, por experiências de perdas e ganhos, que nos auxiliarão a prever como poderemos ter o controle sob determinada condição.

Resumindo, somos compostos de dois elementos: razão e emoção.  Necessitamos de ambos para que nossas intuições sejam humanamente eficientes em casos, onde uma análise rigorosa e dura demais não surtirá efeito, pelo ao contrário, acarretará implicações desastrosas e vice versa.

Nossa mente é um campo complexo e incrivelmente capaz de absorver, realizar e adaptar informações que jamais imaginaríamos, sejam racionais ou emocionais.  È uma pena que nos limitamos, baseados em teorias e julgamentos de certos e errados, sem redefinir em nossas conclusões o que é de mais valioso: uma mente pensante é a bateria que precisamos para nos evoluir, amadurecer e florescer.

Sair da zona de conforto do nosso pensamento, nos arriscar a pensar diferente, usar a razão e a emoção, talvez, seja o primeiro passo para desenvolver uma cultura de menos discriminação e favoritismo, para uma sociedade evolutiva, construtiva e positivamente doadora.

O equilíbrio entre a razão e a emoção muda situações.

 

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