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“Remédio amargo não deve ser só para o povo!” – Edison Pires


26 de janeiro de 2020 l Atualizada em - 24 de janeiro de 2020 às 12:08

Naquela máxima de que uma “história puxa outra”, o final de semana foi bastante agitado por aqui. O ritmo foi crescendo na sexta-feira e no sábado, mas embalou de vez no final da noite de sábado, início da madrugada de domingo. As assessorias de imprensa do prefeito em exercício Joca e da prefeita afastada Lili Aymar trabalharam fora do horário de expediente para divulgar explicações, apontar erros e justificar ações. O Facebook bombou!

Pelo que percebi tudo começou com a informação sobre o fechamento parcial da praça, que não caiu no gosto da maioria das pessoas que se manifestou. O clima, que já não está bom na cidade, esquentou ainda mais. A fervura aumentou quando o assunto passou a ser sobre o fechamento da creche para a transferência do projeto Despertar. A discussão foi ganhando proporções tão grandes e variadas que levaram o prefeito a mostrar a realidade em que se encontra o município, principalmente sobre as dívidas acumuladas pela Prefeitura. Não demorou muito, já no começo da madrugada de domingo para que a assessoria da prefeita Lili Aymar também se pronunciasse a respeito. O que se viu depois disso foi um show de curtidas, compartilhamentos e comentários. Garanto que teve gente que nem dormiu devido a adrenalina, uma vez que algumas trocas de comentários foram bem acaloradas.

Aliás, os comentários foram um destaque à parte. Teve de tudo. A favor, contra, muito pelo contrário. Teve também quem fizesse comentário nada a ver com os assuntos.

Na segunda-feira a tarde, meu caseiro, seu Júlio, me chamou e comentou sobre o que leu e disse que concordava com alguns comentários. Curioso, perguntei quais comentários. “Aqueles em que as pessoas falaram que os políticos também deveriam ajudar a pagar a dívida da cidade, recebendo menos salários e cortando mordomias”, contou. “Não é justo só o povo ter que tomar remédio amargo e eles continuarem com salários gordos. Fica fácil falar em sacrifícios, quando você não tem que fazê-lo. Os políticos ficam numa boa e o povo que está cada vez mais pobre é que tem que sofrer pelas coisas erradas que foram feitas. Eles deveriam trabalhar por nós e não gastar o que é nosso de maneira errada e depois vir pedir ajuda. Não está certo!”, argumentou.

Suas palavras ficaram em minha mente. Em parte, podem fazer sentido. Difícil mudar essa realidade. Mas, em compensação, é bom ver que o povo brasileiro está acordando!

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