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Residencial Ciclo Vital – responsabilidade e amor no combate à pandemia


18 de abril de 2020 l Atualizada em - 17 de abril de 2020 às 15:20

A preocupação com o novo coronavírus e seu contágio disseminador no continente Europeu e nos Estados Unidos, principalmente, envolvendo o grupo de risco, idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas, têm gerado um alerta global, fazendo que governos e instituições, assistenciais a esse grupo de risco, desenvolvam estratégias de prevenção contra a expansão do vírus.

O público de residenciais, casas de repouso e asilos é, sem dúvida alguma, o mais vulnerável e, por esse motivo, medidas de melhorias no enfrentamento da crise são de extrema urgência e necessidade. Nesse sentido, funcionários, residentes e familiares precisam estar cientes das novas ações implementadas, para que haja o mínimo de risco de contaminação.

A GAZETA conversou com as sócias proprietárias do Residencial Ciclo Vital, Maria Guiomar de Simone Martines e Daniela de Simone Martines que, juntamente com a fonodióloga Rafaela Di Giulio Ferraz, informaram como tem sido a nova adaptação nas rotinas diárias no Residencial localizado em São Roque, desde 2001. O atendimento aos  idosos tem a intenção de oferecer tratamento diferencial, tanto no aspecto social como psicológico e espiritual.

Guiomar e Daniela, sócias proprietárias

GA: Quais são as estratégias para evitar um alto risco de contaminação? Há algum tipo de restrição de visitas?

Guiomar: Estamos tendo várias estratégias à medida da necessidade. Fazemos  todo o nosso melhor para proteger os idosos. Todas as pessoas que entram no Residencial Ciclo Vital tem que trocar os sapatos, usar máscaras e luvas, seguidos da medição da temperatura corporal.   Nas portas, temos tapetes com água e água sanitária na proporção 9 por 1.  Os familiares concordaram que devemos ficar protegidos e, dessa forma, as visitas estão suspensas durante esse período. Quando eles precisam de alguma coisa, as famílias entregam no portão.  Além disso, não estamos abraçando e nem beijando os idosos.  As poltronas foram separadas e dividimos as refeições por turnos, para que cada pessoa fique sozinha na mesa.

GA: Como proteger e educar os residentes e os funcionários sobre o uso de equipamentos de proteção, reforço dos métodos de higiene e procedimentos de limpeza?

Daniela: A educação é diária. Muitas coisas já eram hábitos, mas outras estamos nos acostumando, então sempre lembramos das “novidades”.  Os idosos são muito receptivos ao abraço de longe.  Estão confeccionando suas máscaras e entenderam a necessidade das mudanças de comportamento e conduta. Passamos vídeos educativos e de como abraçar sem tocar no outro (colocando as mãos cruzadas no peito).  Explicamos sobre o vírus e a necessidade do distanciamento entre eles.

GA: Por ser um grupo de risco, que geralmente apresenta doenças crônicas, há um monitoramento mais intensificado em relação aos sintomas?

Daniela: Sim, estamos medindo a temperatura corporal e a pressão todos os dias. Também estamos atentos para todos os sinais da doença. Em casos de dúvidas,  vamos fazer o exame de sangue, se necessário. Também estamos formando grupo de conversa sobre o assunto; assim podemos detectar medos e ansiedades para ajudá-los da melhor forma possível.

GA: Casas como o Ciclo Vital são preparadas para conter infecções, viroses e gripes. O que a senhora acha dessa pandemia, em específico? Os números europeus te assustam?

Guiomar: Quando começou essa situação na China, já tomamos algumas providências, como comprar álcool, máscaras, cândida, luvas etc.  Não esperávamos que fosse tomar essa proporção. Estamos bastante preocupados com os idosos, até pelo número de casos na Europa. Em outros casos, como a H1N1, tomamos muito cuidado também, mas nada como desta vez.

GA: Creio que uma das maiores dificuldades deve ser o distanciamento social dos familiares. Existem métodos alternativos de visitas com a ajuda da tecnologia?

Rafaela: Essa é uma grande dificuldade mesmo. Acreditamos que somos parceiros das famílias, gostamos muito de visitas e do carinho que os idosos recebem. Isso é essencial para que eles estejam bem.  Mas, neste momento, para que eles fiquem bem devem estar afastados. Para isso estamos usando a internet como grande aliada, com chamadas de vídeo ou por telefone, possibilitando a eles conversarem com a família.  Estamos postando as atividades daqui para que as famílias possam acompanhar como eles estão. Uma das idosas que mora no Ciclo fez aniversário e a família acompanhou e cantou “parabéns” por vídeo. Sabemos que o contato físico faz falta, mas essa foi a forma que conseguimos aproximar as famílias.

GA: Como manter o foco de acordar todas as manhãs e estimular a motivação individual de cada residente e funcionário, diante desse período de isolamento?

Daniela:  Nós temos pessoas muito fortes na casa.  Um ajuda o outro a se manter bem! Temos feito atividades seguindo o gosto pessoal . Por exemplo:  quem gosta de culinária (atividade que eles mais gostam) faz culinária, quem gosta de piano, toca piano.  Todos são convidados a participar, assim o ar fica mais alegre.

Infelizmente, o cenário do novo Coronavírus é real e fatal.  Planejamento prático e ativo como o que o Residencial Ciclo Vital está implementando é ferramenta indispensável, numa resposta compreensível ao combate da crise.

Pedimos que as pessoas se cuidem bastante e tomem todas as medidas de proteção para que isso passe logo e que nossa vida possa voltar ao normal.  Lembrem-se que os idosos são pessoas queridas de alguém!     Nós não sabemos trabalhar com esse vírus, porém, somos criativos e sérios na proteção individual dos idosos, funcionários e colaboradores.  Que bom que contamos com os familiares. E agradecemos a parceria de sempre.  Não está fácil para ninguém . Mas vamos manter a esperança, com criatividade descobrir manejos de amor para o atendimento dos idosos e de suas famílias. Aproveitemos esse momento de reflexão com sabedoria, alegria e fé”, finalizou Guiomar.

 

Fonte: Tatiana Munhoz

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3 comentários

  1. Angelita Alexandre Boix Verdum

    24 de abril de 2020 at 07:26

    Depois de várias tentativas com a ajuda de cuidadoras,e sem conseguir cuidar da maneira correta e que minha mãe portadora de Auzaimer merece ter.
    Eu Angelita e minha irmã Eliana colocamos minha mãe Dona Júlia no Residencial Ciclo Vital.
    Hoje nesta pandemia mundial estou muito grata à Deus por ter preparado para nós colocamos minha mãe no Residencial, e também grata a Guiomar e a Daniela por este trabalho maravilhoso delas.
    Minha mãe está sendo muito bem cuidada por elas e toda a sua equipe, e nós da família em parceria.
    Antes dessa pandemia estávamos sempre juntas lá, agora estamos respeitando todos os cuidados.
    Mas quando acabar esta pandemia estaremos todos juntos novamente como uma grande família.
    Parabéns Guiomar e Daniela por este trabalho maravilhoso que vemos que é feito com muito amor.

    • Eliana Alexandre Boix Gonçalves

      24 de abril de 2020 at 21:33

      Eu confirmo e concordo com o que minha irmã Ângelita Alexandre Boix Verdun , comentou sobre nossa mãezinha Dona Júlia,em relação a Guiomar e Daniela, desenvolvem excelentes trabalhos, excelentes profissionais com muita dedicação e carinho,estou muito feliz por mãezinha estar com elas e recomendo a quem precisar.

  2. Eliana Alexandre Boix Gonçalves

    24 de abril de 2020 at 21:34

    Eu confirmo e concordo com o que minha irmã Ângelita Alexandre Boix Verdun , comentou sobre nossa mãezinha Dona Júlia,em relação a Guiomar e Daniela, desenvolvem excelentes trabalhos, excelentes profissionais com muita dedicação e carinho,estou muito feliz por mãezinha estar com elas e recomendo a quem precisar.

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