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Startups brasileiras encontram nicho e colocam modelos elétricos nas ruas


7 de agosto de 2019 l Atualizada em - 7 de agosto de 2019 às 15:05

O Gaia deve chegar ao mercado até o final do ano

Longe da pretensão de serem montadoras, startups brasileiras atentas ao mercado de veículos elétricos, começam a colocar seus produtos na rua. São minicarros, quadriciclos e triciclos voltados principalmente ao transporte compartilhado.

Hoje, três empresas se destacam no mercado e saem na frente com projetos bem elaborados e executados. A Gaia, com linha de montagem compartilhada em Cotia (SP) e Manaus (AM); a Mobilis, de Palhoça (SC); e a eiON, de Pinhais (PR) não têm pretensão de serem montadoras, mas sim empresas de tecnologia com agilidade para desenvolver produtos sustentáveis, simples, acessíveis e com alto nível tecnológico.

Duas pessoas

O triciclo Gaia, que deve chegar ao mercado no fim do ano, é um intermediário entre moto e minicarro. Tem chip de internet integrado e aplicativo próprio de compartilhamento. A chave é digital, acionada por senha no smartphone. Pode ser carregado em tomada comum, sem depender de infraestrutura própria. Segundo Ivan Gorski, fundador da Gaia Eletric Motors, com uma carga de 8 horas o veículo tem autonomia para rodar 200 km. “O custo médio para essa quilometragem é de R$ 8, cerca de 20 vezes mais eficiente que a gasolina.” Até agora, mais de 100 pessoas pagaram R$ 300 para ter preferência na lista de pré-venda. Neste ano, ele pretende entregar de 20 a 30 unidades.

O Gaia leva duas pessoas e custa R$ 80 mil.

Li

Quando o assunto sobre carros elétricos começou a se popularizar, há quatro anos, o engenheiro mecânico Mahatma Marostica, que por muitos anos trabalhou no setor automotivo, viu oportunidade de empresas de pequeno porte se inserirem nesse mercado mais rapidamente do que a “indústria clássica”, que costuma levar mais tempo para se posicionar. Talvez por isso, diz ele, a Tesla tenha crescido tão rápido. Com três sócios, ele criou a Mobilis e desenvolveu em 2018 um carro experimental para uso de vizinhança – locais delimitados como condomínios, universidades, resorts, indústrias, parques e campos de golfe. Trata-se do Li (o nome vem de lítio, principal matéria-prima para a bateria). Foram vendidas 10 unidades do modelo por R$ 60 mil cada, das quais oito foram entregues no início deste ano. Por circular só em áreas privadas, a versão dispensa itens como airbags e freios ABS. O modelo carrega duas pessoas, pode ser personalizado e sua velocidade máxima é de 40 km/hora. O carregamento é feito em qualquer tomada, em 6 horas como padrão e 3 horas como opcional. Há ainda opção para carga em 1,5 hora.

Buggy Verde

Desde o mês de junho fazendo parte da Incubadora do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), a eiON, criada pelo engenheiro eletricista Milton Francisco dos Santos Jr. há menos de dois anos, tem como foco inicial vender seu Buggy Verde, apresentado em outubro, para cooperativas de bugueiros do Nordeste para passeios turísticos.

O nome da empresa é resultado da junção das iniciais das palavras elétrico, inteligente e online. Por enquanto, a bateria do veículo para dois passageiros é adquirida de uma empresa de Curitiba que importa as células e monta o equipamento. Como o custo é alto e a escala ainda é pequena, o preço indicativo do Buggy Verde é de R$ 119 mil. Santos estuda a produção local das baterias e busca investidores para o projeto. A intenção é oferecer diferentes opções de autonomia – de 50 km a 300 km.

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