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Unuiĝo de Espero (Unificação da Esperança) – Ana Rafaela


15 de dezembro de 2019 l Atualizada em - 13 de dezembro de 2019 às 16:23

Você já pensou em como seria bacana se existisse um idioma de fácil aprendizagem e com o qual todas as pessoas de todas as nações pudessem se comunicar? Tenho uma boa notícia: essa língua já foi criada e se chama esperanto. Seu idealizador foi o médico e filósofo judeu Ludwik Lejzer Zamenhof, que teve a intenção de criar uma língua auxiliar neutra universal a qual nenhum falante tivesse dificuldade para pronunciar e aprender, e que facilitasse a comunicação entre qualquer povo ou nação.
A ideia surgiu durante sua adolescência para resolver o problema de comunicação de sua região, pois Zamenhof vivia na cidade de Białystok, na época Império Russo e atualmente Polônia, local onde viviam muitos povos, com idiomas diferentes, o que dificultava a compreensão no cotidiano. Com o tempo ele fez melhorias e ajustes, até que, em 26 de julho de 1887, foi publicado primeiro livro sobre o esperanto, contendo 16 regras gramaticais, pronúncia, alguns exercícios e um pequeno vocabulário.
Logo nas primeiras décadas o número de falantes cresceu rapidamente, de início no Império Russo e na Europa Oriental. Em seguida, se espalhou pela Europa Ocidental, Américas, China e Japão. Já em 1905 aconteceu o Primeiro Congresso Universal de Esperanto, na França, reunindo quase mil pessoas de diferentes povos. O movimento recuou com a chegada das duas grandes guerras mundiais, nas quais os esperantistas foram perseguidos e mortos.
O esperanto só retomou suas forças após a Segunda Guerra Mundial, e em 1954 foi admitido como idioma e teve seu valor reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Apesar do Dia Mundial do Esperanto ser comemorado em 15 de dezembro, homenageando o aniversário de seu criador, Ludwik baseou-se na filosofia de Rousseau de que a propriedade é o que limita a integração harmoniosa entre os homens, abdicando, então, de todo e qualquer poder de posse sobre o seu idioma, doando-o ao mundo.
O esperanto é de todos, não só daqueles que o conhecem ou que sabem falar, também é daqueles que o desconhecem. O esperanto é mais que um idioma, ele é um ideal, é um princípio democrático de integração social e de comunicação internacional, que respeita a todos os povos e todas as nações. O esperanto é a esperança de um mundo mais unido, compreensivo e, principalmente, compreensível. “Rompu, rompu la murojn inter la popoloj.” (Quebre, quebre as paredes entre os povos. – traduzido do esperanto) (Ludwik Lejzer Zamenhof).
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